Igor Marinho: profissionalismo e humanidade na condução do trabalho.

Sereno, competente, educado e gentil. Estes adjetivos são facilmente citados por quem trabalha ou trabalhou com o procurador Igor Marinho. O filho caçula do Alcir Cícero Marinho e da Inês Almeida da Silva Marinho, foi uma criança tranquila, disciplinada e com um grande interesse por carros, conforme ele mesmo conta.

Para quem não sabe, por um tempo, ele até cogitou se graduar em algum curso que o possibilitasse trabalhar com sua paixão automotiva, mas por conta de uma inclinação familiar, acabou optando pela faculdade de Direito e os veículos viraram um hobby.

Aos 16 anos, começou sua graduação. E o despertar para concursos, iniciou nesse período, após realizar vários estágios em órgãos públicos.

Nascido e criado em Porto Velho, só se mudou da sua cidade natal quando foi para assumir um dos concursos em que passou. Mas não demorou muito e logo retornou para a capital de Rondônia para ingressar no Ministério Público da União.

Em 2013, iniciou sua carreira como procurador do Estado e permanece aqui até hoje enfrentando os desafios diários da profissão.

Casado há 7 anos (em novembro faz 8 anos) com Jaqueline Guedes Marinho, o procurador Igor tem muito para compartilhar sobre a carreira que vem construindo, com muito profissionalismo e humanidade, dentro da Procuradoria.

Para saber mais, confira a entrevista abaixo:

O procurador, Igor Marinho, durante sua rotina de trabalho.

Qual a sua experiência profissional antes da PGE?

Fiz vários estágios e na sequência ocupei um cargo em comissão no Ministério Público do Estado, que foi o último local onde estagiei. Lá eu fui assistente de um promotor, que era como um assessor, durante cerca de um ano e meio. Mas desde o último ano da faculdade eu já me preparava para concursos de técnico e analista, e não demorou muito para começarem as nomeações. A primeira foi para técnico no Tribunal do Estado do Amazonas e em seguida fui nomeado para o cargo de nível superior no mesmo órgão. Mas tudo isso foi muito rápido, cerca de quatro meses e logo depois voltei para Porto Velho para assumir como analista no Ministério Público da União, onde fiquei por seis anos e na sequência eu entrei na PGE como procurador do Estado.

Quando o senhor ingressou na PGE e como foi?

Tomei posse em 6 de dezembro de 2013 e desde sempre fiquei na capital. Minha primeira lotação foi na Procuradoria Trabalhista e permaneci lá até abril de 2014. Na sequência, ao meu pedido, eu fui para a Procuradoria de Execuções Judiciais que é onde estou até hoje.

Em que momento decidiu pela carreira de procurador do Estado?

O que me levou a seguir essa carreira foi uma convergência de fatores. Eu estava prestando concursos e surgiu um para procurador no meu próprio Estado, então eu pensei: “tenho que fazer”! E graças a Deus deu certo.

Um pouco antes disso, eu fiz um concurso para procurador do Amazonas e eu passei na primeira fase, mas fiquei na discursiva. Então quando fiz o concurso aqui, eu já tinha uma base do conteúdo para a prova, já estava familiarizado com os concursos voltados para a advocacia pública.

Como era a PGE quando o senhor entrou?

Era bem diferente. Ainda estávamos no prédio antigo e lá nós tínhamos uma série de problemas com estrutura física; Internet; servidores, porque não tínhamos um quadro próprio; de mobiliário; de equipamentos… Era bem difícil lá. Foi nessa época que eu entrei.

E o que o senhor percebe que mais mudou nesses anos?

A estrutura física mudou muito e para melhor, temos um quadro próprio de servidores… Foi uma reestruturação no geral. No apoio administrativo, a quantidade de procuradores que também aumentou, os equipamentos são mais modernos e atendem mais as nossas necessidades.

Aprovado aos 16 anos no vestibular, Igor Marinho terminou a faculdade e logo foi aprovado em concursos públicos.

Quem ingressou junto com o senhor na PGE que está até hoje?

A minha posse foi individual, mas têm os colegas que entraram antes e que são do mesmo concurso: Fábio, Artur, Igor Veloso, Isaque, Ítalo, Leonardo, Pedro, Thiago Alencar, Aguiar, Bruno, Haroldo, Thiago Denger, Luciana, Taís, Roger, Martha e Carlos.

Qual, o senhor considera, ter sido o marco para a evolução da PGE?

A introdução do Ratio que é o gerenciador eletrônico de documentos. Digo isso porque ele possibilitou uma melhoria muito grande na nossa rotina. Diminuiu a possibilidade de erros como perder papel, perder pastas, porque tudo fica no sistema e fica tudo registrado. Facilitou na geração de estatísticas: quantos processos chegam e quantos processos saem. A distribuição é automática e com isso facilitou muito a gestão do serviço.

Outro ponto que colaborou muito foi a criação da carreira de apoio porque era uma necessidade nossa. Quem ajudava a gente eram os estagiários ou pessoas em cargos comissionados, mas nesses dois casos a passagem é muito transitória. O estagiário então nem se fala, a rotatividade é muito grande. O comissionado se recebe uma proposta em que receba um pouco mais, óbvio que ele vai sair. A vinculação dele é muito instável. E com a criação da carreira de apoio e conforme eles foram assumindo, o ganho foi muito grande. Seja pela qualificação de quem entra, que geralmente é melhor, ou pelo próprio comprometimento. E isso veio junto, ou muito próximo, do Ratio. E a melhoria que aconteceu quando esses dois fatos se concretizaram foi muito grande.

Qual o principal desafio que o senhor enfrenta como procurador diretor da Procuradoria de Execuções Judiciais?

O principal objetivo nosso é fazer as defesas da melhor forma possível nos processos em que o Estado é executado e, por outro lado, incrementar a arrecadação – que é a recuperação de créditos – naqueles em que o Estado está executando valores.

E o que o senhor mais gosta?

O que me dá mais prazer é ver um processo terminar e saber que ele teve o final mais justo possível. Seja a pessoa que tenha um crédito para receber, que ele receba o correto e o mais rápido possível, ou seja quando a gente tenta uma tese nova em defesa do Estado e ela é compreendida pelo judiciário e acolhida. Isso traz uma satisfação muito grande para gente.

O que o fez gostar de trabalhar na PGE durante todos esses anos?

Trabalhar como advogado público, desde o início da minha carreira, não era o meu objetivo. Mas como o concurso apareceu no momento em que eu estava me preparando e já estava com uma inclinação para essa área, os fatores convergiram para que eu entrasse. E quando eu entrei, fui conhecendo a Instituição, o trabalho, a defesa do erário, foi aí que eu me apaixonei. Porque na época da faculdade a gente tem aquela visão de que o Estado vai fazer de tudo para atrapalhar ou atrasar o final de um processo e estando aqui dentro eu verifiquei que não é bem isso. O volume de trabalho é muito grande e a contribuição que cada um, como procurador do Estado, pode dar para o seu ente é muito além daquilo que a gente pode imaginar. Principalmente aqui na Execução, a gente, muitas das vezes, tenta consertar erros que acontecem na parte administrativa, que acontecem em outras partes do processo e o que a gente tenta fazer é entregar para a pessoa aquilo que é o devido.

O nosso objetivo é proporcionar a melhor defesa possível para o Estado e o que, a maioria das pessoas não entende, é que se uma pessoa recebe mais do que deveria ganhar, todos nós que estamos pagando. E eu penso que é essa consciência que, eu pelo menos, tento despertar no meu dia a dia no meu contato com meu colega de trabalho, o procurador, o servidor.. Que a gente tentando fazer o correto no processo, nós estamos, automaticamente, economizando. Porque tudo aquilo que o Estado gasta, sai da contribuição que povo paga.

Qual a maior contribuição, que o senhor acredita, ter dado para a PGE-RO?

Uma atuação no sentido de que o processo tenha um resultado o mais justo possível.

Qual o momento o senhor recorda ter sido mais marcante durante sua carreira na PGE?

O que me marcou muito foi um processo que até exigiu pouco de mim intelectualmente, a minha atuação intelectual foi mínima, mas que me fez continuar acreditando na boa fé das pessoas. Foi um processo em que a pessoa sofreu sequelas por conta de um erro médico e ela entrou pedindo uma indenização e ganhou o direito de receber uma pensão mensal. Transitou em julgado e todo mês essa pessoa recebia a pensão.

Eu atuei nesse processo na fase de execução, quando o pai dessa pessoa que se acidentou veio pessoalmente procurar a gente para informar que esse familiar havia falecido e que todo mês continuava caindo esse valor da pensão na conta e ele gostaria de saber o que fazer para cessar aquele benefício e ressarcir o erário com o dinheiro que foi depositado depois da pessoa já ter falecido. Diante da notícia, eu informei no processo que não seria mais necessário fazer aqueles pagamentos porque a pessoa já havia falecido.

E aquilo me tocou muito porque além de ser um momento muito delicado, perder um familiar, a pessoa teve a preocupação de avisar o Estado para suspender aquela pensão e ainda queria devolver o dinheiro que foi arrecadado na conta durante o período que ficou sendo creditada a pensão e o beneficiário já havia falecido. Em tese, ele poderia ficar se beneficiando porque dificilmente o Estado teria como descobrir o acontecido, e mesmo assim a pessoa foi honesta e agiu com integridade.

Então essa foi minha atuação mais emblemática porque deu para perceber que ainda existem pessoas de bom coração e honestas.

Qual a sua principal motivação para trabalhar como procurador do Estado?

É fazer aquilo que é justo.

Igor Marinho foi aprovado no 8º concurso para procuradores do Estado realizado pela PGE-RO e ingressou na Instituição em 2013.

Qual o seu sentimento em relação à PGE?

É um sentimento de realização e também é uma Instituição que eu vejo crescendo e me traz alegria saber que eu tenho participado desse crescimento.

Se o senhor fosse agradecer a alguém da PGE, quem seria e por quê?

O meu agradecimento vai para o Tuan Henrique, que trabalha comigo. Além de ser a pessoa que me ajuda demais, eu acompanhei a evolução profissional dele muito de perto.

Ele entrou na PGE como estagiário, ainda bem no início da faculdade, e desde o começo sempre trabalhou comigo. E eu tive a oportunidade de acompanhar todo o processo de crescimento profissional dele. Isso inclui o enfrentamento das dificuldades naturais da formação profissional, toda evolução e o esforço para concluir a graduação.

Logo na sequência, surgiu a oportunidade de um cargo em comissão aqui, eu o convidei e ele aceitou.

Já tem um bom tempo que trabalhamos juntos e ele me dá muito suporte. Eu o considero um grande amigo.

Um profissional na área jurídica que o senhor admira e o porquê dessa admiração?

Podem dizer que é meio suspeito, mas é o doutor Gláucio Puig de Mello Filho. Ele trabalha comigo no mesmo setor e nós dividimos sala, o que para mim é um privilégio porque ele é de uma capacidade técnica fantástica e também é um ser humano com o coração enorme.

Ele, geralmente, é quem me substitui na chefia e sempre que eu estou com um problema, seja profissional ou pessoal, eu gosto de dividir com ele porque ele sempre tem uma visão razoável e muito humana. E toda vez que falo com ele eu consigo uma solução que julgo ser a mais acertada e eu admiro muito o trabalho dele e a pessoa que ele é.

O que o procurador Igor Marinho de hoje, diria para o Igor Marinho recém-chegado à PGE em 2013?

Eu diria para ele manter a calma, seguir as convicções dele e trabalhar com muita dedicação que tudo vai dar certo.

Qual mensagem que o senhor deixaria para as pessoas que pretendem seguir a carreira de procurador do Estado?

Se eles realmente têm essa inclinação que eles sigam firme, estudem e se dediquem. A advocacia pública é uma carreira apaixonante e, certamente, se eles possuem essa inclinação, eles vão se dar bem aqui e vão contribuir muito para o desenvolvimento tanto do Estado como para a melhoria dos serviços públicos.

Uma frase para finalizar.

Seja sempre você mesmo, mas nunca seja sempre o mesmo.

O que os colegas de trabalho falam sobre Igor Marinho:

“Por meio do trabalho desenvolvido em equipe, o Dr. Igor Marinho possibilitou uma verdadeira mudança nas rotinas e nos trabalhos desenvolvidos pela Procuradoria de Execuções Judiciais, que diante do grande fluxo de demanda judicial, necessitava adotar novas rotinas e metodologias de trabalho, para que a atuação do Estado pudesse ser cada vez mais eficiente e adequada. A Setorial passou por uma verdadeira transformação com a adoção de medidas administrativas e jurídicas capazes de alcançar melhor resultado para o Estado, sendo que as decisões adotadas são discutidas em equipe, prevalecendo o respeito e a opinião da maioria dos procuradores e servidores lotados na PEJ. Acredito que o trabalho em equipe tenha sido o grande diferencial para as conquistas alcançadas pela Setorial. Parabenizo Dr. Igor por todos os resultados já conquistados e pela confiança depositada em cada um de nós!”

Gláucio Puig de Mello Filho – Procurador do Estado

“Probo e simples: com certeza estas são qualidades de um líder nato e é assim que o enxergamos aqui. Tive a oportunidade de conhecer e vivenciar sua postura – e sem exagerar – só tenho elogios. Difícil não o ter como referência! E poder colaborar sendo integrante da sua equipe é uma satisfação que levo para minha vida inteira. Sucesso e saúde é o que desejo a ele nessa jornada.” 

Eric Ayala – Técnico da Procuradoria

Fonte:

Texto: Ana Viégas

Fotos: Ana Viégas



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